May the Force be With You
Em fase de reconstrução, mas deixo um post simples: para mim Yoda é uma pulga ninja!
Em fase de reconstrução, mas deixo um post simples: para mim Yoda é uma pulga ninja!
15/05/2004, às 12:17h
Idas ao Fórum me deixam pasmo do dia-a-dia inóspito e desregrado daquele ambiente, não é que despreze a minha profissão, longe disso, tenho verdadeira admiração pelo estudo, a disputa de lógica, raciocínio rápido, esperteza, malícia, técnica forense e processual, mas tem momentos que mata. Os pés já pediram revisão dos seus direitos trabalhistas e como todo bom aprendiz de fofoqueiro (sim os advogados são fofoqueiros profissionais, ganham para inventar mentiras, contar estórias, iludir o juiz, se fazerem de sonsos, imparciais, neutros, e esgotarem com a paciência de todos), acatei as justificativas.
Não pergunte nada, pois em resposta terá um relatório de 2.499.666 (666 the number of the beast) com novas perguntinhas entrelaçadas que no final te colocam na cadeia, dá mole, Siri?. Camarão que dorme a onda leva...já dizia um amigo meu.
Os direitos trabalhistas dos meus pés são assim concedidos:
1. formalize esta reclamação; 2. a reclamação será recebida e levará uma dezena de carimbos sem qualquer valor; 3. adicione uma pitada de demora típica do serviço público; 4. chegando em secretaria ou cartório será autuada e registrada; 5. depois de guardada em capinha bonita, nova e cheirosa vai para o arquivo morto.
Logo, conclui-se com tamanha facilidade que em breve terão suas reivindicações expostas em plenário para apreciação, não é mesmo? ESQUEÇA.
Assim caminha a humanidade, em passos de formiga sem igualdade (Lulu Santos)
Do ponto de partida para o espaço sem fim (isso lembra o filme história sem fim de um cachorro gigante branco e voador e de um garoto chapado que alucinado falava com pedras, deflagrado o consumo excessivo de drogas) (BuzLightYear diria: - Para o alto e avante [tchummmm]), do tchumm de zarpar do BuzzLightYear lembrei da piada do tchumm, uma ridícula que ficávamos horas sem entender e curiosos para saber quem era o poderoso tchumm, cruel o final rsrss.
Fui para uma audiência dessas barraco programa do ratinho, crente que já ia levar uns tabefes das partes e a baixaria ia correr solta num lugar não tão distante de Neverland sob a ordem do síndico P. Pan, que nada, frustrado, cheguei em New Iguaçu cedinho, fui de táxi que nem a Angélica da manchinha na perna (vou de táxi, cê sabe, tava morrendo de saudade [backing vocals: tchuru, tchuru]), a mulher advogada do autor disse que não ia ter audiência, cacete.
A juíza estava atrasadinha na Linha Vermelha, só umas duas horas para variar, fora o almoço ai só volta amanha, doutor!!!
Por divindade, aconteceu. Pariu. A da capa preta chegou e começou o circo, um monte de gente de terninho e gravata de tudo que era cor, um carnaval, se sacolejando para falar com a celebridade, a Laura da novela, horrendo, lugar apertado, gente suando, tinha um povo que passava mal, eu me sentia no zoológico a bicharada toda solta, mas vamos refletir, Freud explica.
Iniciado o pregão (não o de roupas mas o da audiência) (é uma lorota de chamar aspessoas envolvidas na ação judicial, processo), chegou a mulher fatal, minha "ex adversa", uma coroa divorciada (li na procuração a qualificação, tenho neuroses e começo a ler tudo que está numerado no processo), sempre com um decote assustador de grande que nada oferece perigo eu estimula minha lascívia, perguntou se fariamos acordo, É NÃO SUA VELHA SURDA, É CLARO QUE NÃO, SEU CLIENTE É CALOTEIRO E FRAUDADOR, O MONSTRINHO TÁ BOM DA SAÚDE ATÉ DÁ PARA DANÇAR O CONGA (pensei), emiti um sorriso malévolo, cínico, e de posse das minhas lembranças de aula de etiqueta, dirigi-lhe a palavra de forma mansa e pacífica e disse que no momento a Companhia não tinha proposta de acordo. Ela aceitou e encerramos a audiência. Assinaturas para cá e lá, sorrisos equivocados, troca de cartões e um pensativo foda-se para cada respectivo colega. Mais um dia bacana de trabalho.
Normalmente, o coro come, a pessoa aponta o dedo na minha cara e outros babados deste quilate. Ainda conto uma que fiz com o Banco do Brasil, e olha que todos da sala estavam ouvindo, uma média de 30 pessoas no recinto. Abafei o caso. Só gostaria de saber por que raios a dona do Banco do Brasil ameaçava que ia me bater com cabo de vassoura se eu estava do mesmo lado dela no processo?? Dúvidas? Ligue BB responde, nem eu tive forças para.
- Passa Gelol que passa, meu filho.
Ouvia a voz originada do quarto ao lado. Ai, ai. Marrie Fer, cuida d'eu.
14/05/2004, às 10:58h
Numa ligação dessas interurbanas que ando fazendo descaradamente com a cobrança da conta para o escritório do qual trabalho e sou mantenedor, fui consultar o andamento processual no site do Tribunal Regional Federal/2ª Região da Seção Judiciária - Rio de Janeiro. Não obtive qualquer resposta, a hômipeige não abria nem fechava a janelinha (lembram daquela música? quando a janelinha abre patati patatá), tomei coragem, estufei os peitos, virei coração valente estilo Mel Gibson, só não mostrei a bundinha no cinema, mas o resto...nossa...nem conto...nitidamente bizarro!
Liguei, fui bem recepcionado por uma atendente de prenome Carmen, o mesmo da minha mãezinha, muito gentil e solícita disse que não podia ajudar sobre informações de suporte e técnica, visto que tudo que sabia foi devido a um cursinho básico sobre o tratamento e funcinabilidade do Judiciário, em período integral, sistema intensivo de 2 minutos. A pobre coitada era obrigada a repetir que nem vitrola quebrada dezenas de vezes os ramais, salas, setores, departamentos, nomes, protocolos, enfim, coisas que não servem para nada e burocratizam e buRRocratizam o Judis (apelido que ofertei ao Judiciário um velho camarada de garanás nos corredor dos fóruns podres e despencando).
Em nada ajudou, mas não parou por aí, fechou com chave de ouro com uma simples frase questionatória. No meio das minhas exaltações para solucionar o caso e não perder o tempo bundeando até a Praça Mauá, Av. Venezuela no TRF safado, ela em reluzente timidez exclamou: - sabia que você tem uma voz muito bonita? Ai estou morrendo de vergonha mas tinha que falar isso, quando quiser apareça para a gente conversar. Depois dessa meus filhos, só rindo e esquecendo da pilha de tarefas do dia.
Peraí, ela me chamou de você, isso não é promone de tratamento adequado, deveria ouvir Senhor tem uns otários que acham até que sou Doutor o famoso dotone parente do aspone. Mas essa passa, né?
Contei para a patroa que imediatamente ao invés de me surrar e dizer que fico dando trela para qualquer vagabunda, riu e zombou de mim, nem eu acreditei naquilo. Como pode ou pôde? Uma menina responsável por informações desnuda de sensatez e deliberadamente não pudica ter aproveitado a deixa para mandar essa, na lata. Gostei, confesso, me senti um super homem, ok ok, um super quase pequeno para médio homem, se alguém me chamar de quasímodo apanha, heim?! Tô falando sério. Pamonhas.
Em falar sobre pamonhas, quem não assistiu a um vídeo caseiro concorrendo para o pior vídeo clip caseiro da MTV?? Loucurtas se passavam de maneira descomunal. O da pamonha era campeão, merecia passar especial com entrevista e tudo, fotos, fans histéricas, mulatas sambando e rebolando para lá e para cá, um traveco gritando que este cara já tem passado condenado de outros carnavais...breguices.
Quanto você acha que custa esta pamonha, quanto você acha que acha este currau (de milho e sem boizitos) (boizitos me faz acreditar em Zito jogadora da seleção, será que era chamado assim carinhosamente por um grupo de trogloditas do time dele, que passavam boa parte do tempo livre correndo atrás de uma bola de um lado para o outro se esfregando e dando porrada??) Vai entender, depois dizem que futebol é arte. Eu prefiro pintar o sete. Já Fiz aula de pintura...outra hora eu conto...
Pamonha, pamonha (não sai da minha cabeça, tralalalá), o Dicionário Aurélio Reconhece como:
[Do tupi.]
S. f. Bras.
1. Espécie de bolo feito de milho verde, leite de coco, manteiga, canela, erva-doce e açúcar, e cozido em tubos das folhas do próprio milho ou de folhas de bananeira, atados nas extremidades.
S. 2 g.
2. Pessoa mole, preguiçosa, inerte, desajeitada; pastelão, pamonha-azeda.
Adj. 2 g.
3. Diz-se de pamonha (2).
4. Fig. Bobo, tolo, toleirão.
Resumindo o fato, depois de atônito, voltei ao estado de consciência, agradeci pelo elogio e desliguei. Ainda vou saber que farra é essa. o Judis se sabe, pode até ter dor de cabeça, vai que um jornalista liga e tem diálogos obcenos via TELERJ = porcaria TELEMAR, discutindo quem vai proferir sentença primeiro, quem vai voltar atrás, recorrer e depois gozar nas sucumbências alheias. Isso dá pano para manga.
Adoro comer manga, não, sério, aquela frutinha que me lembra manga mas é pequena e não sei por quê disse semelhança entre a manga, ahh jabuticaba, que delícia!! Saudades da pretinha arredondada.
Será que todas essa frases sem lógica são fruto da falta de remédios, tenho que controlar os horários, mas quando lembro já passou da época. Vou ao analista. Já contei que fiz teste de encefalograma e tirei DEZ? Passei com louvro, como a professorinha da escola escrevia na prova ou teste. Também se não passasse o chinelo voava no traseiro, coisas da vida.
13/05/2004, às 09:51h
Toda manhã é a mesma sina. Aproveitar os momentos da aurora para desfrutar da parte mais divertida de sacanear alguém (esse pessoa chamado EU, é isso mesmo, ESSE, não queria escrever essa, ia ficar tão frustrado se o fluxo de regra gramatical fosse compacto). Pois bem, do que falávamos mesmo? Ainda não traduzi esta parte, mas vá lá; refiro-me ao ataque sistemátcio prgramado sem nexo devastador de explorar os conteúdos exóticos da minha geladeira.
Tem algumas coisas ali que sequer ouvi falar inclusive nos comerciais de tevê (alguns seres pronunciam tevelisão). Vez por outra minha amada mãezinha de 1.60m resolveu comprar um bagulho estranho, uma paradinha com a etiqueta da Xuxa; uau!!!! Me senti o máximo fazendo a Xuxa unida agora do seu "último pingo de porra" (expressão mais adotada aos homens hetero irracionais com visão ampla (leia-se limitada) de cavalo,a Sacha ou Xaxa ou Graxa etc., enriquecer com produtos de verduras e afins com sua carinha alegre e falsa. Sempre gostei mais da moça com pinta na perna, aquela mesmo que nunca lavava da cintura para baixo, talvez este seja o verdadeiro motivo para aquela gororoba na pernita esquerda. Esquerda não, a direita, como sou canhoto tiro de imediato ou "ex officio" toda e quaisquer responsabilidades dos sinistros (em espanhol é assim, em italiano e francês).
Voltando do paraíso
...lembrei de uma vez com meu pai, há muito tempo quando eu ou EU (espírito narciso de hoje) era bem novinho e olha que não vou dizer que era pequeno para não contradizer minha altura fenomenal de 2.96m (também interpretada como 1.64m, bem distribuídos neste corpinho sexy), estávamos no carro zero dele, aquele tal que ele deixou de comprar para mim e que por causa disso até os dias atuais me faz andar e arrastar as canelas até Campinho de lá para Jacarepaguá daí volta para o Centro depois para para a Pça. Mauá feliz da vida, num ritmo eufórico de êxtase anormal.
No carro, ao som de culturas e influências indígenas surgiu um mugido que devia ser de uma besta selvagem cantarolando a seguinte frase: - Eu gosto é de comer Babaçu, prove a balinha de Babaçu, Babaçu, Babaçu-a-bundaaaaa, é uma delícia!! Por horas a fio ri desesperado com o absurdo crucial desta rima ou poema ou que seja apelidada como for ou quiserem. No final das contas nesta mistura incessante e frenética de Bumba meu boi na cabeça e Alô criançada o Bozo chegou, trazendo alegria, trazendo amorrrr, voltei a dar mais uma olhada na geladeira e reparei um detalhe, por que a maioria das geladeiras tem cor branca ou bege? A minha deveria ser abóbora. Vou pintar a geladeira amanhã.
Amanhã nunca chega pois quanda raia o dia já tem um outro prontinho te esperando mais tarde, depois da sessão coruja e sessão gala da GROBO.
Já falei que minha linda, perfeita e maravilhosa namorada Maria Fernanda - Marrie Fer, trabalhou nas Organizações Globo S/A? Não? Verdade, mandava mais do que um tal de Boninho e não era o Boni do Bonnie and Clide, coisa de artista. Tinha que se desdobrar em mil para conseguir organizar o globo dos elefantes MARINHO. Lá era sistema penitenciário, sorte que como ela mandava naquela ZORRA TOTAL, acabou por mandar todo mundo se fuder bem na frente do Al Capone do canal 04 (RJ); se a estória não foi nestes conformes podem ter certeza que a(o) globo merecia um bom chute para fora do gol e que encerramos o inquérito policial por conter informações confidenciais demais, nem eu tive acesso, lance de reportagem daqueles, quando é que vocês vão ver um repórter amador talentoso como eu contar isso? Técnicas de ruso por correspondência. Milagre.
Convém lembrar que a geladeira permanece no mesmo lugar com o mesmo tom aclorofilado, ainda penso num jeito de amarrá-la de jeito e passar a broxa, ôpa!! Quem diria o uso do pincel é de um cuidado extremo...
Finalmente o amanhã igual ao hoje, mesma sina com acréscimos constantes em forma de avalanche. Hoje a geladeira falou comigo...era uma vez...
...e disse coisas bárbaras que eu nunca podia imaginar, tardinha dessas quando ninguém exceto meu supercão Bacco (é isso mesmo galera o Deus do Vinho, o Deus da Alegria, Dionisos em grego, o rei da manguaça) estava dormindo como de hábito, contava Dona Geladeira que os objetos da cozinha reclamavam do tratamento que estavam tendo na casa, queriam mais liberdade, usufruir do direito constitucional de ir e vir, liberdade de expressão e a possibilidade de fundarem ou afundarem um sindicato da classe operária. Revolução na minha própria casa, quem me garante agora que as colheres e garfos não me espiam de noite para sair para a esbórnia com outros colegas da mesma categoria, raça, espécie ou miscelânea. Pânico geral.
Parece que uma panela velha mas que fazia comida boa estava sendo expropriada do armário por confiar demais no material do seu bojo, algo assim, esquenta o bumbum que daqui não passa, e a comida ficava sempre quentinha e fresca. Frescura de panela. Nada foi dito até hoje, a geladeira temia represálias e a cassação do direito de palavra no universo das peças inanimadas na visão dos seres humanos.
Após, fundaram o sindicato, criaram uma sigla denominada de Talheres, Pontas, Tesouras e Utensílios Anarquistas (TPTUA) e pretendem invadir a sala, escravizar meu cachorro, dar uns belos tapas na cadelinha da vizinha nojenta do 1001 (e não é a empresa da rodoviária), uns safanões no vira-latas da do 1005, xingar o do 1007 e tocar zona no andar inteiro, em altos brados em curso rumo a escadaria do andar: - Eu vou, eu vou, para a casa agora eu vou!!
Tenho que me esconder toda vez que chego ao lar, olho para os lados e não vejo nada suspeito, bom sinal. a Geladeira, tadinha, muda. Por que será? Mistérios...